Como fazer suas roupas vintage durarem para sempre (parte II)

Cuidados

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Tome cuidado ao passar sua roupa vintage. Geralmente, não há problemas em fazer isso com o algodão, mas para não correr riscos, sempre coloque algum outro pano entre a peça e o ferro, para que ela não fique exposta ao calor direto (que é inimigo mortal das roupas frágeis).  Passar seda e lã mais velhos é arriscado, então se eles amassarem, você tem algumas opções: você pode desamassá-las no vapor, na menor potência possível. Você pode pendurar a peça no banheiro enquanto toma um banho quente. (Alguns materiais, com o rayon, precisam ser passados ao avesso, então pesquise um pouco no google antes de entrar para o banho com sua roupa.) De vez em quando, eu espalho as minhas roupas antigas entre dois lençóis limpos e os coloco em baixo do meu colchão por alguns dias. Eu nunca vi ninguém recomendando isso, mas com certeza funcionou pra mim! Se você quiser, se for corajoso/imprudente, tente usar o ferro na temperatura “seda”, sem vapor. Pessoalmente, eu nunca passo seda ou lã vintage — e muito de vez em quando os levo para lavar a seco. Mas usar esse método frequentemente pode desgastar a seda muito rápido, então meu conselho e ter bastante cuidado com as peças e não usá-las todos os dias.

A melhor maneira de prevenir materiais mais resistentes de estragarem, como o couro e o vinil, é usar produtos acondicionadores específicos (N.T.: fiz uma pesquisa rápida e no Brasil, esses cremes não são muito comuns. Pra cuidar de couro, eu uso glicerina líquida, que vende em qualquer farmácia por um preço amigo e funciona bem). Comece aplicando um pouquinho do produto, esfregar cuidadosamente e repetir o processo algumas vezes. No caso do couro, é bom fazer esse processo duas vezes por dia, por alguns dias, porque assim ele tem tempo de absorver as primeiras camadas antes de você aplicar as outras. Quanto mais velho for o couro, mais vezes você vai precisar repetir o procedimento, e enquanto os pequenos estragos não desaparecem, a peça vai recobrando sua elasticidade e danos futuros são prevenidos. Secar couro com calor direto vai danificá-lo, então deixe suas peças recém-hidratadas num quarto mais quente durante uma noite (ou por quanto tempo for necessário, até que a umidade desapareça).

A coisa mais determinante no quanto seus sapatos vintage vão usar é a frequência com que você os calça. Os sapatos tem que aguentar todo o peso do nosso corpo e várias pancadas em superfícies duras, então os mais velhos tendem a já ter a aparência mais desgastada. A menos que seu calçado seja feito especificamente para sobreviver a essas condições (como as Dr. Martens e botas de segurança), eles vão estragar rapidamente  se forem muito usados, então se você tiver a NECESSIDADE de vê-los todos os dias, coloque-os bem à vista em seu quarto.

Ajustes e reparos

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O grande lance das roupas vintage é que elas não são feitas para ficarem novinhas e brilhantes — é justamente isso que as faz lindas e únicas, sabe? Elas devem parecer usadas e refletir a história que viveram. Não jogue fora roupas boas só porque elas parecem um pouco “batidas” ou mesmo porque um botão caiu, porque você pode adicionar história a ela consertando-as você mesma.

Você pode testar a integridade dos tecidos pegando um pedacinho e puxando de leve em ambas as direções, prestando atenção em como as fibras estão esticando (ou não). Se aparentemente não houver risco do tecido ceder, você pode costurar. Eu não tenho máquina, então quando eu costuro, uso as agulhas mais fininhas, pra não fazer buracos grandes (N.T.: você pode ver aqui alguns tutoriais de costura à mão). Se você está consertando alguma costura, nunca dê os pontos novos por cima dos antigos — aquela sua jaqueta sofrida não vai conseguir sobreviver se você tentar perfurar os buraquinhos já feitos.

Aqui tem um guia (em inglês) dos reparos mais comuns que você poderá fazer.

 

Armazenamento

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Aqui vai uma pequena lista de coisas que são péssimas para suas roupas: poeira, umidade e exposição prolongada ao sol. Algodão, seda e suas misturas tendem a amassar quando são guardados em armários apertados por muito tempo e podem ficar endurecidos quando passar não é uma opção. A melhor forma de guardar essas peças, especialmente se elas forem bordadas ou com aplicações, é pendurá-las dentro de um daqueles protetores (N.T.: dê preferência àqueles feitos de TNT, para que a roupa possa “respirar”). Eles são meio caros mesmo, mas você pode usar sacos plásticos. Mas se você quer guardar alguma coisa por mais tempo — alguns anos, no caso — os protetores específicos são mesmo ideais, porque são mais duráveis e deixam suas roupas respirarem um pouco (mas apenas o suficiente!).

Algumas peças não devem ser penduradas — rendas antigas e lãs delicadas vão esticar com o próprio peso, então a melhor maneira de guardá-las é dobrar delicadamente, e colocá-los de modo que fiquem por cima de tudo, já que o peso pode fazer com que os vincos das dobras não saiam mais.

Quando for guardar poliéster, certifique-se de que ele não vai ficar naquele lugar atrás da sua penteadeira onde seu gato gosta de colocar suas bolas de pêlo pra fora. Na verdade, quer saber? Provavelmente, a peça vai ficar bem, não importa o que aconteça. O poliéster não liga pro que você faz com ele, mesmo. Quando se tratar de couro e vinil, o ar deve ser sua maior preocupação. O mofo pode apodrecer esses materiais e o calor pode arrebentá-los, então guarde-os em um lugar fresco e seco.

***

Eu nem consigo dizer o quanto essas dicas salvaram as peças vintage que eu tanto amo. Preservá-las é importante pra mim, porque eu quero que as minhas roupas sejam mais do que coisas que eu visto todos os dias. Eu quero ouvir suas histórias e poder contá-las para outras pessoas. Então, cuidar bem desses itens tão lindos e especiais do meu guarda-roupas vai fazer com que as histórias sejam ouvidas ainda por muito tempo. Espero que você consiga fazer o mesmo com as suas!

 

Gostou do post? Não se esqueça de acessar também a Parte I.

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