Moda, crise de estilo e consumismo

Senta que lá vem textão:

Já faz um tempo que me rendi a um estilo de consumo que é o único que me parece viável: faz uma data que não coloco os pés em uma loja convencional. Isso rolou primeiro porque eu não tinha a grana necessária pra adquirir coisas que eu queria. Depois, pensando nos apelos de sustentabilidade, tanto social quanto ambiental, comprar em brechós, que pra mim já era hábito, passou a ser a opção que me parecia menos poluente e mais ética.

(Só abro um parêntese pra falar que não acredito em uma moda 100% ética com o sistema que a gente tem hoje, porque a cadeia produtiva é grande demais, cruel demais e a gente sempre acaba com um pouco de sangue nas mãos. Mas isso não significa desistir de tentar.)

Mas a gente sabe que as coisas não funcionam desse jeito.

Durante os anos, fui formando um guarda-roupa com bons básicos e outras peças que eu gosto de chamar de “as minhas esquisitinhas”, com as quais eu me identifico pra caramba e me sinto bem. Minhas amigas costumam se espantar com a quantidade de roupas que eu tenho, e meu avô, toda vez que me visita, diz que daqui a uns dias eu não terei mais espaço pra recebê-lo.

Então, nos últimos meses, passei a cortar até mesmo as compras em brechós: ora, se eu tinha tantas peças e opções assim, o certo seria que me contentasse com elas, não é? Cês conhecem o conceito de guarda-roupa cápsula, em que você tem itens mais básicos e os intercambia pra looks diferentes? Pois é, resolvi que tinha chegado ao meu limite e que não compraria mais, e que meu cápsula seria aquele gigantão ali mesmo.

Outro dia, passeando no shopping, resolvi entrar numa certa loja estrangeira da sacolinha amarela que cês sabem qual é. Aquela que tem umas coisas “baratinhas” e que já acumulou filas e filas aqui no Brasil. O prazer de ver roupas se transformou rapidamente em agonia: eu fiquei pensando no quão cruel é esse sistema que escraviza países subdesenvolvidos, mata comércios locais com preços altamente competitivos e diz pra gente o tempo todo: “essa é a nova peça de roupa que você precisa pro seu guarda-roupa ser completo. Com ela, você vai ser mais feliz. Sem ela, você está sem graça, inadequada, fora de moda.” Todas as vezes que eu comprei assim, tive meus 15 minutos de felicidade seguidos por um vazio bem chato e sem nome.

Tem um filósofo muito massa chamado Lars Svendsen que escreveu um livro sobre moda e filosofia. Nele, o argumento é de que antes, no sistema da moda, a gente tinha uma lógica de substituição: a coleção anterior era substituída pela nova, e quem ficava de fora da substituição era tachado de cafona, atrasado, etc. Hoje, na leitura dele, a gente tem um sistema de acumulação: estilos muito diferentes são bem-vindos, bem-vistos e aceitos.

De fato, tenho que concordar: hoje em dia temos muito mais essa lógica de acumulação. Quantas vezes, nos últimos anos, você viu uma modelagem dos anos 60 voltar? Ou uma estampa dos anos 70? Quantas vezes achou uma peça meio esquecida no guarda-roupa da sua vó que agora tá com tudo? A circularidade (e uma certa autofagia) da moda foi dando lugar a um novo sistema de consumo. Para que isso não afete os lucros, já que as peças já não ficam obsoletas com tanta facilidade, a estratégia de vendas e incentivo do consumo mudou. Mas isso não quer dizer que esses novos modos de fazer e consumis são menos ambíguos, irresponsáveis ou excludentes.

Não se enganem: as coisas continuam sendo perfeitamente substituíveis. A sua modelagem de calça flare tá ultrapassada, e a cor que antes você chamava de vinho agora é burgundy. A blusa certa é aquela comprida que tem fenda. Você não tem? Ah, ok, mas então você não se encaixa direito. Falta alguma coisa, sabe? Tem que ser lacração, chegar com o pé na porta. Tem que estar na crista da onda, ser descolado. Não é? Então não é. De repente, suas estimadas roupas parecem sem-graça, inferiores frente a um glamour vendido disfarçado de “estilo”.

Esse texto não pretende dar resposta alguma. Ele é só um desabafo, um reconhecimento da minha (nossa?) impotência perante um sistema que tá sempre falando que a gente tá inadequada, que tá correndo atrás e não do lado, que falta só um pouquinho pra chegar lá. A moda como identidade passa a ser uma coisa rasa, dependente de ditames super distantes da nossa realidade, e acaba por frustrar pra caramba.

Como fazer suas roupas vintage durarem para sempre (parte II)

Cuidados

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Tome cuidado ao passar sua roupa vintage. Geralmente, não há problemas em fazer isso com o algodão, mas para não correr riscos, sempre coloque algum outro pano entre a peça e o ferro, para que ela não fique exposta ao calor direto (que é inimigo mortal das roupas frágeis).  Passar seda e lã mais velhos é arriscado, então se eles amassarem, você tem algumas opções: você pode desamassá-las no vapor, na menor potência possível. Você pode pendurar a peça no banheiro enquanto toma um banho quente. (Alguns materiais, com o rayon, precisam ser passados ao avesso, então pesquise um pouco no google antes de entrar para o banho com sua roupa.) De vez em quando, eu espalho as minhas roupas antigas entre dois lençóis limpos e os coloco em baixo do meu colchão por alguns dias. Eu nunca vi ninguém recomendando isso, mas com certeza funcionou pra mim! Se você quiser, se for corajoso/imprudente, tente usar o ferro na temperatura “seda”, sem vapor. Pessoalmente, eu nunca passo seda ou lã vintage — e muito de vez em quando os levo para lavar a seco. Mas usar esse método frequentemente pode desgastar a seda muito rápido, então meu conselho e ter bastante cuidado com as peças e não usá-las todos os dias.

A melhor maneira de prevenir materiais mais resistentes de estragarem, como o couro e o vinil, é usar produtos acondicionadores específicos (N.T.: fiz uma pesquisa rápida e no Brasil, esses cremes não são muito comuns. Pra cuidar de couro, eu uso glicerina líquida, que vende em qualquer farmácia por um preço amigo e funciona bem). Comece aplicando um pouquinho do produto, esfregar cuidadosamente e repetir o processo algumas vezes. No caso do couro, é bom fazer esse processo duas vezes por dia, por alguns dias, porque assim ele tem tempo de absorver as primeiras camadas antes de você aplicar as outras. Quanto mais velho for o couro, mais vezes você vai precisar repetir o procedimento, e enquanto os pequenos estragos não desaparecem, a peça vai recobrando sua elasticidade e danos futuros são prevenidos. Secar couro com calor direto vai danificá-lo, então deixe suas peças recém-hidratadas num quarto mais quente durante uma noite (ou por quanto tempo for necessário, até que a umidade desapareça).

A coisa mais determinante no quanto seus sapatos vintage vão usar é a frequência com que você os calça. Os sapatos tem que aguentar todo o peso do nosso corpo e várias pancadas em superfícies duras, então os mais velhos tendem a já ter a aparência mais desgastada. A menos que seu calçado seja feito especificamente para sobreviver a essas condições (como as Dr. Martens e botas de segurança), eles vão estragar rapidamente  se forem muito usados, então se você tiver a NECESSIDADE de vê-los todos os dias, coloque-os bem à vista em seu quarto.

Ajustes e reparos

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O grande lance das roupas vintage é que elas não são feitas para ficarem novinhas e brilhantes — é justamente isso que as faz lindas e únicas, sabe? Elas devem parecer usadas e refletir a história que viveram. Não jogue fora roupas boas só porque elas parecem um pouco “batidas” ou mesmo porque um botão caiu, porque você pode adicionar história a ela consertando-as você mesma.

Você pode testar a integridade dos tecidos pegando um pedacinho e puxando de leve em ambas as direções, prestando atenção em como as fibras estão esticando (ou não). Se aparentemente não houver risco do tecido ceder, você pode costurar. Eu não tenho máquina, então quando eu costuro, uso as agulhas mais fininhas, pra não fazer buracos grandes (N.T.: você pode ver aqui alguns tutoriais de costura à mão). Se você está consertando alguma costura, nunca dê os pontos novos por cima dos antigos — aquela sua jaqueta sofrida não vai conseguir sobreviver se você tentar perfurar os buraquinhos já feitos.

Aqui tem um guia (em inglês) dos reparos mais comuns que você poderá fazer.

 

Armazenamento

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Aqui vai uma pequena lista de coisas que são péssimas para suas roupas: poeira, umidade e exposição prolongada ao sol. Algodão, seda e suas misturas tendem a amassar quando são guardados em armários apertados por muito tempo e podem ficar endurecidos quando passar não é uma opção. A melhor forma de guardar essas peças, especialmente se elas forem bordadas ou com aplicações, é pendurá-las dentro de um daqueles protetores (N.T.: dê preferência àqueles feitos de TNT, para que a roupa possa “respirar”). Eles são meio caros mesmo, mas você pode usar sacos plásticos. Mas se você quer guardar alguma coisa por mais tempo — alguns anos, no caso — os protetores específicos são mesmo ideais, porque são mais duráveis e deixam suas roupas respirarem um pouco (mas apenas o suficiente!).

Algumas peças não devem ser penduradas — rendas antigas e lãs delicadas vão esticar com o próprio peso, então a melhor maneira de guardá-las é dobrar delicadamente, e colocá-los de modo que fiquem por cima de tudo, já que o peso pode fazer com que os vincos das dobras não saiam mais.

Quando for guardar poliéster, certifique-se de que ele não vai ficar naquele lugar atrás da sua penteadeira onde seu gato gosta de colocar suas bolas de pêlo pra fora. Na verdade, quer saber? Provavelmente, a peça vai ficar bem, não importa o que aconteça. O poliéster não liga pro que você faz com ele, mesmo. Quando se tratar de couro e vinil, o ar deve ser sua maior preocupação. O mofo pode apodrecer esses materiais e o calor pode arrebentá-los, então guarde-os em um lugar fresco e seco.

***

Eu nem consigo dizer o quanto essas dicas salvaram as peças vintage que eu tanto amo. Preservá-las é importante pra mim, porque eu quero que as minhas roupas sejam mais do que coisas que eu visto todos os dias. Eu quero ouvir suas histórias e poder contá-las para outras pessoas. Então, cuidar bem desses itens tão lindos e especiais do meu guarda-roupas vai fazer com que as histórias sejam ouvidas ainda por muito tempo. Espero que você consiga fazer o mesmo com as suas!

 

Gostou do post? Não se esqueça de acessar também a Parte I.

Como fazer suas roupas vintage durarem para sempre (parte I)

Preserve seus tesouros do passado para que fiquem igualmente maravilhosos no futuro.

(Texto traduzido da Rookie)

Eu tenho usado roupas vintage por quase uma década, e eu aproveitei cada momentinho disso… Tirando as vezes em que eu destruí peças únicas simplesmente porque eu não sabia como cuidar delas. Eu já destruí costuras, ressequei, arrebentei e deixei mofar uma jaqueta de couro antiga, , e arruinei seda com ferro quente demais. Com esses erros, eu acabei aprendendo a cuidar melhor de roupas velhas, que, de uma forma ou de outra, são parecidas com pessoas velhas: elas são frágeis e às vezes temperamentais, mas quase sempre vêm acompanhadas de histórias magníficas. Então agora eu gostaria de te passar as minhas técnicas, pra você poder proteger seus próprios tesouros garimpados! Aqui vai tudo o que você precisa saber pra fazer suas roupas vintage durarem para sempre!

Materiais

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A primeira coisa que você tem que descobrir sobre qualquer item vintage é o material do qual ele é feito, porque isso vai te indicar o quão temperamental ele é. Roupas novas geralmente trazem sua composição nas etiquetas, mas elas geralmente não estão presentes em coisas vintage. Se você não tem muita certeza sobre um item em particular, tente perguntar para alguma costureira, lavadeira profissional ou alguém assim. Seguem alguns dos tecidos e materiais mais comuns de se encontrar em brechós:

Poliéster

Essa malha grossa, tornada popular nos anos 60, é uma das mais resistentes que existem — eu tenho alguns vestidinhos scooter, e eles são praticamente indestrutíveis. Use o quanto quiser suas peças nesse material, porque elas durarão pra sempre, independente do número de vezes que você usar. Poliéster é feito pra durar!

Fibras naturais, como lã, algodão e seda

Se seus gostos são mais inclinados às peças pré anos 60, manter seu guarda-roupa vintage em uma boa forma vai ser um pouco mais difícil. A maioria das roupas da primeira metade do século XX é feita de fibras naturais, que ficam cada vez mais delicadas com o passar dos anos, precisando de manutenção mais cuidadosa. Procure por peças misturadas com rayon, que serão mais resistentes que fibras 100% naturais. Mas mesmo o pedacinho de pano mais bem conservado desse tipo de roupa deve ser usado com parcimônia, então escolha direitinho quando usar esses tesouros.

Vinil e PVC

É possível achar vinil utilizável se você estiver disposta a procurar, mas não compre nada quebrado, pegajoso ou arrebentado. Depois que o vinil ou o PVC começam a se deteriorar, não há nada que retarde esse processo. Quando eu descobri o mundo glorioso do eBay, eu achei uma coleção de botas Golo de vinil. O vendedor deixou claro que o vinil já tinha arrebentado, fazendo com que elas não fossem utilizáveis, mas eu me deixei levar pela ideia de ter um par dessas belezinhas. Previsivelmente, meus sonhos foram arruinados quando elas chegaram pelo correio e logo estragaram. A moral dessa história triste é: preste atenção nas descrições antes de comprar! Ignorá-los é garantir uma decepção, especialmente com materiais sem conserto como o vinil.

Couro

Há uma linha bem tênue entre “usado” e “sem esperança de consertar”. Um pouco de uso é ótimo pra um couro vintage, especialmente com jaquetas, botas e brogues, mas se a peça em questão está visivelmente danificada ou ressecada, ou parece que já era desde antes de você nascer, é melhor deixá-la pra trás.

Modelagem

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Se você compra uma camisa de algodão um pouco menor que o seu tamanho, ela vai ficar um pouquinho justa, mas pode ser que você queira isso mesmo. Mas se uma peça vintage de tecido delicado fica apertada em você, a tensão nas costuras pode ser mais do que ela é capaz de suportar. As costuras desses itens são frágeis, especialmente as daquelas que tem fibras naturais, e uma vez rasgadas, elas são quase impossíveis de consertar. Dependendo da época e do país de origem da peça, eu tenho que pegar roupas 5, 6 números acima do meu — e quanto mais velha for a roupa, menor ela será em relação ao número indicado na etiqueta. É por isso que você deve experimentar antes de comprar, pra ver se você vai conseguir se mexer dentro daquele hot pants ou vestidinho.

Se você está comprando pela internet e não tem como provar, saber suas medidas vai ajudar muito. Por muito tempo, eu não comprei nada maior que um número específico sem desencadear as minhas inseguranças de garota gordinha, então acabei adquirindo várias roupas que quase me serviam. Rapidinho as costuras começavam a ceder, e eu sabia que ia perder aquela roupa. Agora eu percebi que nem o meu tamanho nem a minha autoconfiança vão ser afetados pelo número que eu uso, então eu sempre adiciono um ou dois centímetros ao meu tamanho real quando considero comprar algo online. É melhor ter uma coisa um pouquinho mais larga (que sempre pode ser ajustada) do que muito apertada.

Aqui tem um guia sobre como tirar suas medidas.

 

Limpeza

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Colocar seu guarda-roupa no ciclo rápido é bem prático se você tem roupas indestrutíveis ou que podem ser substituídas com facilidade, mas pode significar morte pros itens mais frágeis. Lavar à mão estende muito a vida útil das suas roupas. Aqui está o passo-a-passo:

Primeiro, deixe a roupa de molho em água morna (uma exceção: seda não aguenta nada acima da temperatura ambiente). Depois, adicione um pouco de sabão, ou se estiver trabalhando com fibras naturais, shampoo. Isso é melhor para itens delicados, muitos dos quais (seda ou lá, por exemplo) tem origem animal. Você não usaria sabão em pó no seu cabelo, certo? Depois disso, deixe de molho por um tempinho — isso é ótimo pra tirar cheiros estranhos e facilita na remoção de manchas — e aplique tira-manchas apenas nos locais manchados. Teste o tira-manchas em algum ponto mais escondido da roupa, para evitar estragos. Deixe-o secar completamente antes de lavar a peça inteira.

Pra isso, enxágue com dois banhos de água fria, e retire o excesso de água peça por peça, gentilmente. Se você torcer essas roupas, vai causar danos irreversíveis a elas — e se as peças forem especialmente frágeis, retire o excesso de todas de uma só vez. Finalmente, pendure suas roupas vintage recém lavadas onde você quiser. Cuide apenas para que ela fique longe de fontes diretas de calor, porque isso pode arruinar todo o trabalho que você teve até aqui

Semana que vem, vem a parte 2. Continue acompanhando!

13 dicas para aproveitar a feira hippie ao máximo!

A feira hippie de BH fez parte da minha infância e é destino certo pra mim pelo menos uma vez a cada dois meses. Isso porque, em um só lugar, dá pra encontrar vários produtos diferentes, bonitos, com preços que cabem no bolso.

Mas essa também pode ser uma experiência bem frustrante se você não souber aproveitar. Aqui, reuni algumas coisinhas que fui aprendendo ao longo dos anos, e espero que sejam úteis pra você também!

Ah, o horário de funcionamento lá é de 7h às 14h, na Avenida Afonso Penna!

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Escolha corretamente quando ir

Planejando-se com antecedência, você pode dar preferência para o fim de mês. Isso porque, no começo, as pessoas receberam, e vão em massa para lá, a fim de aproveitar os ótimos preços oferecidos.
Outra dica é prestar atenção ao horário: se você quer barracas cheias e corredores vazios, levante cedo! Particularmente, eu gosto de ir pra lá entre sete e oito da manhã. Por outro lado, algumas barracas oferecem descontos quando chega o fim da feira, entre 12 e 14h. Isso porque os lojistas querem limpar seus estoques antes de voltarem para a casa

Prepare-se psicologicamente

Ir para a feira é divertido, mas não é tarefa fácil. Logo, você estará cansado de ver tantos produtos, experimentar e de esbarrar com tanta gente. Quando isso acontecer, se permita uma pausa, arrume na sacola o que você já comprou ou mesmo pare para comer ou beber alguma coisa (existem ambulantes por toda a feira e barraquinhas de lanches variados dispostas no início, no meio e no fim da feira).

Entenda o sistema de organização da feira

Por mais bagunçada que possa parecer, a feira tem um sistema de organização, e você pode verificar isso pela cor dos toldos das barracas. Confira a lista abaixo, que considera o trajeto Guajajaras – Bahia:
  • Listradas de verde e branco: alimentos e bebidas;
  • Marrons: calçados (mas algumas barracas podem vender também cintos e bolsas);
  • Verdes: cintos, bolsas e acessórios (geralmente, os acessórios são em couro, e algumas barracas podem também vender calçados;
  • Amarelas: arranjos e complementos
  • Listradas de vermelho e branco: bijuterias
  • Listradas de azul e branco: brinquedos infantis
  • Azuis: vestuário infantil
  • Listradas de amarelo e branco: vestuário adulto
  • Lilases: cama, mesa, banho e tapeçaria
  • Rosadas: decoração e utilidades
  • Beges: mobiliário, arranjos e cestas
Existem ainda, próximas à grade do parque municipal, quadros e artes. Do outro lado da avenida, ficam artesãos de diversos tipos.
Você pode ver o mapa completo da feira clicando aqui.
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Saiba mais ou menos o que você quer

Como deu pra ver no tópico acima, a feira tem de tudo um pouco. Para não se cansar tanto, não gastar tanto e não enlouquecer (!!!), pense previamente no que você quer comprar. Dessa forma, você otimiza a sua rota, economiza fôlego e evita a tentação de passar por barraquinhas repletas de produtos que você não precisa, mas quer.

Comece do começo

Dito isso, comece do começo. Você pode iniciar suas compras pela esquina com a rua Guajajaras ou pela esquina com a Rua da Bahia. De qualquer uma das formas, você anda sempre em frente e entra apenas nos setores que quer. Isso pode parecer bem óbvio, mas acredite em mim: poucas coisas são mais cansativas do que ficar indo e voltando, de setor em setor, por conta de pouco planejamento de roteiro.

Guarde bem o seu dinheiro (e tenha controle dos gastos)

Tome conta direitinho do seu dinheiro. Digo isso por dois motivos: o primeiro porque, como é um lugar muito cheio, não é incomum acontecerem roubos e furtos na feira. Guarde o dinheiro no sutiã, nos bolsos da frente ou, como minha avó me ensinou, em uma doleira. Algumas barracas aceitam cartão, e você pode levá-lo também se quiser (só não deixe de levar dinheiro em espécie, porque muitas ainda não trabalham com esse sistema).
O segundo é: você vai querer comprar muitas coisas! Por isso, controle com rigor o seu dinheiro, para gastar o previsto, com coisas que você realmente gosta, e sem comprometer seu orçamento.

Use tênis e roupas confortáveis (e fáceis de tirar)

A feira não toma muito espaço, mas costumamos andar muito, por fazer zigue-zague entre as barracas. Por isso, e para evitar dores e eventuais pisões em seu pé, dê preferência ao uso do tênis. Os sapatos devem ser também fáceis de tirar, se a sua ideia for comprar algum(ns) par(es).
Para além disso, se você for comprar roupas, precisará experimentar. Algumas barracas permitem que você experimente no espaço interno, com mais privacidade, mas outras recomendam que você experimente por cima da roupa que está usando. Por isso, prefira materiais leves e mais “sequinhos” no corpo, para facilitar a prova.

Sempre pegue cartõezinhos

Alguns artesãos e barracas em especial chamam atenção, seja pelo preço, pelas peças únicas ou pela simpatia de quem atende. Pensando nisso, e no fato de que as barracas podem ser realocadas, não se esqueça de pedir o cartãozinho da barraca que você gostou. Assim, você terá acesso aos contatos e endereço do lojista, e poderá até, em certos casos, encomendar peças específicas e marcar de buscar na feira nas semanas seguintes.
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Saiba quando negociar

Os preços da feira costumam ser bastante convidativos. No entanto, algumas vezes vemos produtos de lugares de baixo custo de mão-de-obra, mas com preços altos. A minha primeira dica para esses produtos é: evite. Eles tendem a estragar mais facilmente, e geralmente os trabalhadores que os produzem ganham pouco e possuem péssimas condições de trabalho. As bijuterias desse tipo podem ainda possuir cádmio, que é prejudicial à nossa saúde.
A segunda dica é: se você quiser mesmo comprar esses itens, vá em frente e negocie. Comprando um número maior de peças, você pode obter descontos e conseguir uma boa barganha.
A terceira dica é uma opinião bastante pessoal: evite pedir descontos a produtores artesanais. O produto deles é diferenciado e feito com maior cuidado e capricho. Pedir descontos insistentemente é desvalorizar a ideia, a execução e o material utilizados ali.

Saiba pesquisar preços

Esse é um desmembramento do item acima. O que acontece, principalmente no setor de bijuterias, é de vermos várias barracas com peças idênticas entre si, e com preços completamente diferentes uns dos outros. Por isso, se for comprar esse tipo de coisa, pergunte por seu preço em mais de um local. Eu mesma já cheguei a achar peças pela metade do preço que eu tinha visto na primeira barraca.

Saiba quando comprar

Outro desmembramento: você deve saber também, mais ou menos, a hora de comprar. Isso acontece muito com peças artesanais, que você não encontrará com facilidade em outros lugares. Portanto, se você vir algo que pareça único e gostar, compre, para não correr o risco de ter que voltar depois e pior, não achar o produto desejado.

Entenda a dinâmica dos preços

Assim como há barracas com produtos baratos e largamente vendidos, há outras em que as peças possuem acabamento diferenciado, materiais melhores, uso de couro legítimo, prata e semijóias, etc. É claro que os preços serão proporcionais. Por experiência própria, já aprendi que algumas dessas peças (como bolsas, calçados e semijóias) costumam valer o investimento, durando mais que muitos produtos de marcas conhecidas.

Coma bem!

Não é só de compras que se faz a feirinha. Nas barraquinhas de comidas e bebidas, você consegue encontrar pastéis, espetinhos, feijão tropeiro, cachorro quente, caldo de cana, água, cerveja, refrigerante, acarajé, doce de leite, cocada e muito mais! Uma verdadeira experiência gastronômica. Mas atenção: as barraquinhas mais cheias costumam ser aquelas que tem melhores petiscos e maior higiene. Vale a pena pegar a fila!

Tapete vermelho do Oscar 2016

Rolou ontem, lá em em Los Angeles, a 88ª cerimônia do Oscar. Deu vontade de boicotar por falta de representatividade negra e feminina, mas eu não resisto em dar uma olhada nos vestidos. Então, sem mais delongas, as belas da noite:

Clarinhos

1

Começando com Andra Day, não vou dizer que amei o vestido (um SAFiYAA), mas o cabelo e a maquiagem dela tavam tão incríveis que compensaram tudo. Emily Blunt apareceu de barriguinha, nesse Prada rosa clarinho com bordados super delicados. Isla Fischer honrou Becky Bloom e mandou muito bem com esse Marchesa estampado (olha esse decote, que gracinha!).

2

Daisy Ridley optou por um cinza claro da Chanel Haute Couture. Os bordados são incríveis, mas o comprimento é ingrato pra caramba e o sapato não colaborou. Sophie Turner honrou o slow fashion e usou vestido sustentável, assinado por Gavel. Rooney Mara tava deusa com esse Givenchy: amei o corte, a cor, o cabelo dela… Só desconto pontos pela sandália com os dedinhos pra fora.

3

Olivia Wilde mereceu foto só pra ela, gente, porque OLHA ESSE VESTIDO! Surpresa na frente, com esse decotão incrível, e uma belezinha atrás (a essa altura, cês já sabem que eu tenho um fraco por costas peladas, né?! Mas olha esses detalhes plissados!). O modelo é criação da Valentino Haute Couture

Pretos

3

Jennifer Garner tava liiiiiinda de Versace. Achei esse vestido emoção, assimétrico, brilhante, bem Oscar mesmo. Amy Poehler tem espaço reservado no meu coração não importa o que aconteça, e esse Andrew Gn estampado foi escolha acertadíssima. Rainha Whoopi Goldberg também foi de preto, mas fiquei achando ela meio achatada em cima…

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Jennifer Lawrence mandou bem na escolha desse Dior, mas achei que a parte de cima ficou muito pálida, sabe? Senti falta de um batom mais forte ou de um acessório colorido. Juliane Moore foi de Chanel, e esses brilhinhos geométricos são um charme.

Coloridos

6

Helen Lasichanh tava maravilhosa porém simplezinha (adorei os recortes no ombro, me lembrou o que a Adele usou no Grammy). Sophia Vergara tá com um Marchesa que é a cara dela mesmo: mulherão-latina-quente-maravilhosa, com brilhos na medida. Patricia Archette foi de Marina Rinaldi, mas senti falta de um drama a mais, sabe?

7

Entre as roxinhas, temos esse Versace da Tina Fey. Talvez tenha faltado uma clutch mais brilhosa, mas ela tá linda. Reese Whiterspoon (nunca acerto o nome dela sem googlar) tava esquisitinha nesse Oscar de la Renta. Será que ele tava mal ajustado mesmo ou é só meio estranho mesmo? Naomi Watts ficou sereia mística com esse Armani Privé todo bordado, um dos meus favoritos da noite.

8

Imperatriz Furiosa Charlize Theron poderia passar despercebida com um vermelho óbvio, mas optou por um Dior cheio de personalidade e decote.  Rachel McAddams é outro xodó meu, e tava incrível com esse verdinho minimalista de fenda, asinado por August Getty. Chrissy Teigen, também gravidíssima, escolheu um Marchesa bordado e com muuuuuuito tule.

9

A vencedora do prêmio de melhor atriz Brie Larson mandou bem com esse Louis Vuitton caneta bic. Cate diva Blanchet tava cheia de bossa com esse Armani Privé cheio de detalhes em alto relevo. Charlotte Rampling ficou senhorinha moderna com esse vestido de manga longa que lembra a textura de uma lãzinha, com bolsos estratégicos na parte de cima.

10

A também premiada Alicia Vikander foi com o amarelinho Louis Vuitton. Não sei se é a minha implicância com amarelo falando mais alto, mas achei estranho (principalmente esse bolo fofo na parte de baixo). Mas ela tá meio parecida com a Bela de A Bela e a Fera, não tá? Margot Robbie tava outra sereia mística de Tom Ford. Linda, brilhante e na medida. Kerry Washington foi com esse Versace bicolor… Admito que achei esses detalhes no quadril meio fora de lugar, mas tá valendo.

Pra fechar, deixo vocês com um look em movimento, na apresentação de arrepiar da Lady Gaga. Fui às lágrimas com a música, que fala sobre abuso sexual.

Gostou do post? Não esquece de comentar com a gente os seus favoritos da noite!

Créditos das imagens: Just Jared

Por que nós amamos brechós (e você deveria também)

Não importa se foi a crise que te deixou sem grana, se você quer dar um uso melhor ao seu dinheiro ou tá afim de apostar em soluções sustentáveis para se vestir, os brechós e bazares podem ser uma boa pedida para você.

Confira agora alguns motivos para amar esses cantinhos vintage.

As peças são baratas

Por que comprar em brechó?

via pinterest

Como não costumam ser caras, as peças de brechó permitem que você leve mais itens pra casa. Além de aumentar seu poder de compra, você pode comprar aquela peça ousada que sempre quis mas não podia desembolsar uma fortuna para pagar. Ali, tudo é permitido a um precinho amigo.

(Sabemos que existem brechós mais caros, mas vai de cada um saber se vale ou não a pena pagar por uma peça de segunda mão com maior qualidade ou de marca. Lembrando também que roupas de marca podem ser achadas em brechós mais baratos. Experiência própria: já comprei Farm, Donna Karen e Valentino a preços módicos em brechós mais “sujinhos”).

Você pode estar ajudando alguém

Por que comprar em brechó?

via pinterest

Alguns bazares, como os de igreja, de instituições variadas, como a Cruz Vermelha e o Exército da salvação, entre outros, usam os lucros da venda de roupas, acessórios e até móveis para promover ações de solidariedade, comprar remédios e alimentos para pessoas carentes… Ou seja, comprar ali faz bem pro coração também! Ah, e não se esqueça, quando for dar limpeza no seu guarda-roupa, de dar preferência de doação para esses mesmos locais.

A vida útil das roupas é prolongada

Por que comprar em brechó?

via pinterest

Se você já assistiu The True Cost, aprendeu que as roupas feitas na maior parte das fast fashion custam a dignidade e a saúde de pessoas pobres em países subdesenvolvidos (se você ainda não assistiu, o que está esperando?). Por que então não prolongar a vida útil de roupas já fabricadas, evitando contribuir com essa exploração? Além da responsabilidade social, você ainda faz melhor uso dos materiais ali empregados, evitando a extração desordenada de materiais da natureza.

Você consegue achar peças como mom jeans, jardineiras, shorts de cintura alta, casacos , bolsas, chapéus… Tudo com ótimas modelagens.

As peças costumam ser bastante únicas

Por que comprar em brechó?

via pinterest

Por poderem ser de qualquer época, tamanho e modelagem, as peças de brechó abrangem uma enorme gama de estilos, podendo agradar a qualquer pessoa. Sabemos bem que, nos dias de hoje, são bem-vindas tanto as releituras de décadas passadas quanto peças realmente vintage. Assim, você escapa de lojas com estilos pasteurizados, com roupas e acessórios parecidos com todos os outros populares no momento.

É um exercício de estilo sem igual

Por que comprar em brechó?

via pinterest

Justamente por ter tanto bons básicos como coisas bem extravagantes e diferenciadas, comprar em brechós é um ótimo exercício de estilo. Você abre sua mente para novas coisas, aprende a visualizar possíveis reformas e ajustes, além de poder comprar materiais que servirão para customização e DIY’s.

Garimpar boas peças requer tempo, um bom olho e muita, muita paciência. Se tem algum brechó pelo qual você passa sempre, sem dar muita atenção, entre nele quando tiver tempo. Por mais sujinho que ele pareça, podem haver tesouros escondidos ali. Você vai se surpreender!

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Looks do Grammy 2016

Ontem rolou lá em Los Angeles a 58ª edição do Grammy. Como não podia deixar de ser, já que essa é uma premiação que sempre serve como vitrine pros estilistas da alta costura, vamos falar dos looks!

Pretinhos nada básicos

Meghan Trainor

Meghan Trainor

Meghan arrasou com esse preto estrelado Anne Sisteron, que modelou o corpo dela de um jeito lindo (não que ela precisasse, né?!). Adorei a fendinha discreta, as ombreiras e os acessórios, que misturam prata e dourado. Todo mundo pode, tá?!

Zendaya

Zendaya

A mocinha, de terno e mullet, quis fazer uma homenagem a David Bowie, usando um terninho da DSquared2. Mas sei lá, fiquei com a impressão de que ele precisava de uns ajustes… Ele não tá com carinha de amassado? Mesmo assim, só por fugir do arroz com feijão de todo tapete vermelho, ela ganha pontos!

Adele

Adele

DI-VA. Fiquei apaixonada pelo vestido, pela maquiagem, por tudo! Esse Givenchy tem brilho na medida, tem esses cortes nos ombros que são bem interessantes e tem essa modelagem que ficou incrível nela!

Demi Lovato

Demi Lovato

A decepção dói (!!!!!). Quero acreditar que a ideia central do look é boa, mas a execução é péssima. O modelo assinado por Norisol Ferrari parece tão mulher de negócios, tão fora da vibe do evento… E fiquei achando que esse body chain dela era feito com anel de lata. Mesmo assim, gosto tanto do decote quanto da fenda, que podiam ter sido muito melhor aproveitados, já que a Demi tem um corpinho 10/10.

Ciara

Ciara

A noite foi cheia de peles à mostra. E quem pode, pode, né?! A ciara arrasou com esse pernão lindo de fora, e fiquei com a impressão também de que o vestido era meio transparente. As costas também ficaram descobertas, e o bordado é super bonito. Menção honrosa pro cabelo, que emoldurou o rosto dela e deixou o vestido brilhar absoluto.

Nudes&brancos

Kaley Cuoco

Kaley Cuoco

Achei o macacão uma ótima pedida! Parece que ele deu uma iluminada nela, sei lá. Os bordados são bem discretinhos, mas ajudam a dar destaque aos recortes da peça, que eu adorei.

Giulia Rancic

Giuliana Rancic

É um vestido que eu meio gosto. A metade de cima, no caso. Os bordados ali são trabalhadíssimos, e lembram uma vibe egípcia. Já a parte de baixo parece aquelas pecinhas de metal que tem em algumas mochilas, sabe? Quem assina é o Jani Khosla, que é indiano (dá pra perceber referências étnicas bem bonitas no trabalho dele, vale a pena conferir). Curti também o cabelo, que é “sequinho” que nem o vestido, além dos braceletes❤

Florence Welch

Florence Welch

Sabe quando uma pessoa tem uma personalidade bem definida e isso transparece na roupa? O vestido Gucci caiu pra ela perfeitamente. Tudo nele (a cor, os bordados de estrelas que me lembraram Cosmic Love, os babados na gola e na barra, os punhos delicados) grita pela moça que está usando. Achei etérea, maravilhosa, rainha de humanas!

Coloridos

Lady Gaga

Lady Bowie

Lady Gaga também resolveu homenagear Bowie, usando esse Marc Jacobs azul caneta bic. Claro que a referência é mais óbvia, já que ela sempre foi performática nos looks. Ah, os sapatos me lembraram uns que ela costumava usar, do Alexander McQueen, sabe? No mais, Lady Gaga sendo Lady Gaga.

Taylor Swift

Taylor Swift

A mocinha que usava vestidos nude romantiquinhos sumiu! Taylor vem com cabelo a la Anna Winteour e esse duas peças do Atelier Versace, que tem uma combinação de cores bem bonita. E não é que eu cismei que ela parecia que tava indo pra praia?! Olha só: tem o top em cima e a calcinha com a saída de praia. Ok, é uma saída longa, couture e muito bem modelada, mas ainda assim HAHAHA

Tori Kelly

Tori Kelly

Admito que nem conheço ela direito, mas SURTEI na modelagem do vestido. Gente, sério, olha como ele fica certinho no corpo, obedecendo como nenhum outro o corte feito, e depois cai nessa cascata de esmeralda! A peça da grife Gauri and Nainika, que também é indiana, talvez tenha sido a minha favorita da noite. Talvez. Só não dou certeza porque não sei se curti os acessórios brancos.

Selena Gomez

Selena Gomez

Não curti tanto o vestido logo de cara. Assinado pela Calvin Klein Atelier, ele vai te ganhando assim, aos pouquinhos, revelando detalhes. O tom de azul é lindo, vem com o brilho necessário, recortes incríveis… Mas o que advogou mesmo a favor dele foi o detalhe das costas. Olha que coisa mar linda, gente!

Ariana Grande

Ariana Grande

Já tenho simpatia por ela, não me julguem. Ariana foi outra que arrasou. O vestido caiu nela como uma luva (vai dizer que você não ficou olhando como a bunda dela parecia perfeitamente encaixada ali?). Adoro essa fila de botões, acho que fica sempre chique, e a cauda complementou lindamente, tudo feito por Ramona Keveza. Só implico mesmo que o penteado podia dar uma variada, né?!

Bom, é isso. Entre erros e acertos, acho que tivemos um saldo bem bacana de vestidos e ficamos aqui, aguardando ansiosamente o próximo grande evento, que é o Oscar. O que vale notar, como sempre, é a pouca representação de mulheres negras:/

Você gostou ou odiou algum deles? Ficou algum importante de fora da lista? Comenta aqui em baixo e a gente conversa sobre tudo isso!

As imagens utilizadas no post foram retiradas do Just Jared e do Getty Images.

5 sinais de que você precisa investir em novas roupas

Crises “eu não tenho nada pra vestir” costumam nos atacar nos piores momentos, geralmente logo antes de eventos importantes, como entrevistas de emprego, festas, um encontro…

Na maior parte das vezes, isso não corresponde à realidade. Essa cisma pode surgir de um misto de ansiedade, falta de organização e desconhecimento do próprio guarda-roupa. Quando esse não é o caso, porém, sinal vermelho! Pode ser a hora de dar uma renovada mesmo. Confira aqui quais são os sinais de que está realmente na hora de você apostar em uma mudança:

Faltam looks para o trabalho ou para o lazer

Roupas para o trabalho e para o lazer

via Helen Mozão

Você precisa, primeiramente, verificar onde gasta mais o seu tempo durante a semana. É na faculdade, estágio, colégio, trabalho ou lazer? Com isso definido, você saberá se realmente precisa investir em roupas formais ou mais esportivas. Uma boa dica é realmente separar no seu guarda-roupa o que é adequado para cada local e ocasião e ver se o volume de peças corresponde às suas necessidades, de acordo com o tempo definido acima. Mas lembre-se: há peças que passeiam de um ambiente a outro sem o menor problema, bastando uma pequena mudança nos acessórios.

Você não tem bons básicos

Bons básicos

via pinterest

Os básicos são básicos por um motivo: eles servem como base para que você monte diversos looks de forma facilitada e estilosa. Há inúmeras listas de “básicos que não podem faltar no seu guarda-roupa” (até já publicamos aqui), mas a verdade é que cada pessoa deve descobrir o que é básico para si. Uma camisa branca? Camiseta caramelo bem cortada? Um jeans de lavagem escura? Um blazer de cor sólida? Sapatilhas pretas? Com isso definido, você poderá montar os mais diversos visuais mudando acessórios e revezando as roupas escolhidas entre si.

As modelagens não te favorecem

Modelagem não favorece

via pinterest

Existem modas que chegam e fazem o maior sucesso, mas acabam prejudicando certos tipos de corpo. Isso, é claro, acontece porque os corpos são diferentes entre si, e não existe uma modelagem única que beneficie a todos. Não quero dizer aqui que não se pode usar o que se quer, mas é bom procurar pelas peças desejadas com modelagens com melhor caimento para seu corpo, observando seu peso, tamanho de seios e quadris, comprimento de pescoço, braços e pernas, proporções, etc. Vista suas roupas na frente do espelho e analise criticamente se elas te favorecem ou não. Se a resposta for negativa, hora de procurar por novas coisas!

Você passou por uma mudança corporal drástica

Mudança corporal drástica

via Piñeyronismo

Ganhos ou perdas drásticos de peso requerem atenção ao guarda-roupas. Peças no tamanho errado, além de desconfortáveis, têm aquele problema que falamos logo acima, de ficarem em uma modelagem que não favorece. Se você tem possibilidade de voltar ao seu peso original, guarde suas peças. Se não, encare isso como uma oportunidade para se reinventar.

O estilo já não combina com você

Estilo muda

via pinterest

Durante a vida, passamos por diversas mudanças de estilo. Isso é absolutamente normal. Não precisamos ter um estilo eterno ou mesmo único, fechado para outras referências e inspirações. Então, se as peças que você tem já não te representam, faça uma pesquisa prévia via internet, buscando por referências, e procure coisas parecidas nas lojas, sites e brechós que você frequenta.

Antes de sair estourando o cartão de crédito por aí, dê uma boa olhada nas suas peças e veja se realmente precisa comprar novas coisas. Se a resposta for positiva, invista em peças básicas que possam ser usadas o máximo possível, valorizando seu dinheiro. Para se repaginar, você não precisa gastar muito.

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5 sapatos memoráveis do cinema

Um pouquinho da história

Lá do começo dos tempos, eles envolvem, protegem e embelezam os pés de homens e mulheres por aí. Os sapatos surgiram por volta de 10.000 a.C., quando evidências arqueológicas mostram desenhos em que eles estão presentes, utilizando couro, madeira e tecidos em forma de sandálias ou modelos mais fechados. Os gregos adicionam materiais como a ráfia, a palha e o papiro.

Posteriormente, ele vai acompanhando as condições climáticas e as necessidades econômicas de cada lugar. Você sabia, por exemplo, que a plataforma se popularizou no contexto da Segunda Guerra Mundial (onde haviam restrições  quanto aos modelos e materiais que poderiam ser usados, já que o nylon era usado para fazer pára-quedas, metais eram necessários para diversos artefatos, etc.)? Como o solado era grosso, esse tipo de calçado aguentava os desgastes de uso por mais tempo.

Sapatos e o cinema

Cinderela, no clássico da Disney de 1950, vê sua vida mudada quando tem acesso a um baile real, dança com o príncipe e, em sua fuga, perde o sapatinho de cristal. Mais ou menos, foram diversas as personagens que fizeram brilhar também suas sandálias, botas, scarpins, tênis… Confira agora quais são os sapatos mais famosos do cinema!

Dorothy e os sapatinhos vermelhos

Dorothy sapato vermelho

via Vogue UK

No clássico O Mágico de Oz, de 1939, Dorothy é levada de sua casa no Kansas e levada para uma terra mágica, onde existem bruxas boas e más, espantalhos com sede de conhecimento, leões falantes, homens de lata sem coração…

Em meio a tudo isso, os slippers vermelhos e brilhantes vão parar em seus pés, para que ela os proteja da bruxa má do oeste. Desenhados por Adrian Greenberg, figurinista-chefe da MGM na época, foram feitos quatro pares para as filmagens, coordenados com o o vestido azul e branco. Originalmente, no livro, eles eram prateados. Alguém discorda que, do jeito que foram feitos, eles combinaram perfeitamente com ela?

Marty McFly e os tênis Nike MAG

Marty Mcfly tênis

via Nike

Indo para o ano de 2015, a bordo do DeLorean, Marty McFly chega ao futuro (em De volta para o futuro II, 1989) e é contemplado com um par de tênis cinza-claro, que lembra modelos futuristas prateados criados nos anos 60. Desenhado em 1989 por Tinker Hatfield, o calçado também se ajusta automaticamente aos pés de quem o veste, sem a necessidade de cadarços ou amarras, e possui painéis iluminados.

É bacana lembrar que a patente do tênis foi registrada, e 1500 pares foram doados à, Michael J. Fox Foundation que auxilia pessoas com Parkinson. Em 1991, o ator foi diagnosticado com a doença, e em 2000 criou a fundação para angariar fundos destinados a pesquisas sobre o tema.

Carrie Bradshaw e o scarpin Manolo Blahnik

Carrie Bradshaw sapatos de casamento Manolo Blahnik

via Pinterest

Nos pés da sempre fashion Carrie Bradshaw, o scarpin azul com fivela, desenhado por Manolo Blahnik, ganhou destaque total quando ela subiu ao altar com Big, em Sex and the City. Nos Estados Unidos, há um ditado que diz que no dia do seu casamento, você deve usar algo antigo, algo novo, algo emprestado e algo azul, para dar sorte.

Com sorte ou não, ela ficou linda, não é mesmo? É bom lembrar que, posteriormente, a atriz Sarah Jessica Parker desenvolveu uma linha de sapatos para noivas.

Mini-saltos Sabrina

sabrina givenchy saltos vestido branco

via Lisa Waller Rogers

A parceria entre Audrey Hepburn e Givenchy é histórica. Quando ela procurou por ele pela primeira vez, ele a recebeu por pensar se tratar de Katherine Hepburn, que já fazia sucesso nas telonas. Em Sabrina, 1954, juntamente com o vestido branco bordado, ela usou saltos baixinhos, de menos de cinco centímetros. Até hoje, modelos como esses são chamados de saltos Sabrina, como os usados por ela no filme.

Sapatinhos-boneca prateados de Cher Horowitz

cher sapatos prateados as patricinhas de Beverly Hills

via Fanatic About Movies

Não vou negar: escolher um único sapato que Alicia Silverstone usa em As patricinhas de Beverly Hills, 1995. Mas é inegável que o modelo boneca prateado, combinado com meias três-quartos brancas, camisa branca e blazer preto merecem destaque total!

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Carnaval: cabelos e maquiagens

Pra brilhar muito, vale lançar mão de lantejoulas e contas (que podem ser fixadas na pele com cola para cílios postiços), os próprios cílios postiços, tatuagens temporárias, glitters, asa de borboleta (eu pessoalmente prefiro esse pó super brilho do Boticário, mas vai do que você quiser! Tem uns no mercado que custam menos de 5 reais)… Vem ver que tanto de coisa linda!

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